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Roda de conversa no MPT-MS discute estigmas e desafios enfrentados pela população LGBTQIA+

Atividade integra programação do Mês do Orgulho e propõe reflexões sobre preconceitos históricos, estruturais e culturais

27/06/2025 - Em alusão ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) promoveu, nesta quinta-feira (27), uma palestra, seguida de roda de conversa, com o tema “Desmistificando Estigmas: População LGBTQIA+ e LGBTfobia”.

A atividade, que integra as ações afirmativas desenvolvidas pelo Comitê Regional de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do MPT-MS, foi conduzida pelo psicólogo e coordenador do Fórum Estadual LGBT+, Leonardo Bastos Ferreira, e contou com a participação de servidores, membros e estagiários da instituição.

“A proposta da atividade foi promover um espaço de escuta, acolhimento e diálogo, com vistas a desconstruir estigmas e ampliar a compreensão sobre as múltiplas vivências da população LGBTQIA+”, afirma a coordenadora do Comitê, a procuradora do Trabalho Rosimara Caldeira Delmoura.

Com base em um resgate histórico que remonta a 2 mil anos de perseguição a pessoas homossexuais e trans, Leonardo Bastos abordou os caminhos que moldaram a sociedade contemporânea e consolidaram padrões de homofobia estrutural, ainda presentes em diferentes contextos. “Quando alguém tem uma concepção de ordem moral – seja ela religiosa, seja social – dificilmente se quebrará esse pensamento apenas com informação. Mas há outras estratégias possíveis para, no mínimo, plantar uma reflexão que permita a reorganização daquele olhar”, explicou o palestrante.

Durante a palestra, também foi abordado o conceito de identidade de gênero - a maneira como cada pessoa se reconhece em relação ao seu gênero, independentemente do sexo atribuído no nascimento. Leonardo Bastos destacou a importância de diferenciar identidade de gênero, orientação sexual e expressão de gênero, desmistificando ideias equivocadas e contribuindo para a reflexão sobre a construção de uma sociedade onde todas as formas de existência sejam respeitadas e legitimadas.

Ao longo do encontro, o psicólogo contextualizou o surgimento e a evolução da sigla LGBTQIA+, destacando seu papel como instrumento de visibilidade e reconhecimento das múltiplas formas de ser, viver e amar. “No início, tudo era movimento gay. Hoje, a sigla reflete a diversidade de identidades de gênero e orientações sexuais, reforçando que as pessoas não são todas iguais e que suas vivências devem ser reconhecidas e respeitadas. Então, eu preciso saber todas essas letras? Não. Basta respeitar”, completou.

Crimes de ódio

As reflexões foram concluídas com dados demonstrando que o Brasil permanece como o país com o maior número de mortes violentas contra pessoas LGBTQIA+ no mundo. Em 2023, 257 vítimas sofreram violência letal - o que equivale a um assassinato a cada 34 horas - segundo levantamento do Grupo Gay da Bahia, apontando o Brasil como o mais homotransfóbico globalmente.

“São os chamados crimes de ódio. Por isso a importância de denunciar, e ainda, a modernização da lei, que hoje tipifica esse tipo penal e pune”, acrescentou. “Você nunca tem plenamente os seus direitos até que todos tenham o seu direito. Essa luta é coletiva”, finalizou, parafraseando a ativista LGBTQIA+ Marsha P.Johnson.

Sensibilização e acolhimento

Ao final da atividade, os participantes da Roda de Conversa compartilharam relatos pessoais sobre como os temas abordados dialogam com suas vivências familiares e profissionais. Um dos depoimentos destacou a importância de construir ambientes acolhedores, mesmo em contextos marcados por valores religiosos.

O estagiário Gustavo Costa de Paula Olandin abordou Leonardo Bastos para agradecer o privilégio de poder assistir à palestra contar que o psicólogo é seu “gay icon”. Aos 15 anos, ele foi a um dos saraus da diversidade promovido, desde 2017, pela República de Acolhimento e Espaço Cultural LGBTQI+ MS – Casa Satine, coordenada pelo ativista. “Foi ali que, pela primeira vez, me encontrei e descobri que existiam outras pessoas iguais a mim”, contou.

“Saio daqui emocionada e sensibilizada, pois tenho uma sobrinha que é homossexual. Nossa família é evangélica, conhece a palavra e os ensinamentos da Bíblia, mas é acolhedora e, acima de qualquer coisa, provê um ambiente de amor para os nossos”, acrescentou a servidora Mara Silvia.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul
Informações: (67) 3358-3034 | (67) 99227-9803
www.prt24.mpt.mp.br | X: @MPT_MS | Instagram: @mpt_ms

Tags: Ministério Público do Trabalho, MPT-MS, Mato Grosso do Sul, LGBTQIA+, Diversidade

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